terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mix do fim de semana.

Fim de semana de comemoração e tristeza. Comemoração pelo aniversário de uma grande amiga de curso e jornada, com direito a fondue aqui em casa, e a presença de outros queridos amigos:


Tristeza pela morte de uma pessoa muito amada, muito talentosa, muito guerreira, muito sincera, muito honesta, muito inteligente, muito conhecida e conceituada lá na minha pequena cidade no interior do Piauí: Tia Elza! 49 anos e o destino quis que a senhora nos deixasse. E de maneira trágica, num acidente de carro. Não era pra ser assim, não tinha que ser assim... Sentiremos muito a sua falta. Não era minha "tia" de sangue, muito menos "tia" só por ter sido minha professora. Era tia porque era praticamente da minha família. Amiga da minha mãe; suas filhas, amigas de todos lá em casa; seu ex marido, companheiro do meu pai de trabalho. Uma relação quase que familiar mesmo.
Agradeço e vou agradecer sempre por tudo que me ensinou. Tudo que sei hoje, devo as incansáveis tardes e noites que passei na escolinha "Transformação". Se hoje sei usar uma vírgula, uma exclamação, uma crase, conjugar um verbo, interpretar um texto, formar uma frase coesa... devo a ela. Uma exímia professora. Um exemplo.
Vai deixar, ou melhor, já está deixando muitas saudades... Fica com Deus. Descanse em paz!


O que mais nos dói e atrapalha na morte de quem amamos, de imediato, é o desaparecimento súbito do corpo. Essa repentina falta de assunto para os olhos físicos, bem acostumados que são com o tom da pele, o jeito dos cabelos, os diferentes desenhos de sorriso para cada contexto, a linguagem do olhar, a expressão corporal que cada um tem para falar e silenciar. E também o som da risada, o registro da voz, a textura do abraço, músicas que os sentidos ouvem e correm pra contar para o coração.
Fica, de cara, uma ausência esquisita. Esse estranho fechamento das cortinas quando o show continua a acontecer para nós. Essa inexistência física de um lugar para onde ir que nos permita encontrar o que habitualmente encontrávamos. Até nos darmos conta de que existem outros olhos para ver, a tristeza nos perturba. E dói. Dói muito.
Mas o tempo da dor passará... E ninguém morre quando continua no outro. Mas só o tempo
 nos ensina o caminho dessa mágica do amor. Só o tempo, esse cicatrizante.

A.J

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